Trabalhadoras de fornecedoras da LG rejeitam proposta patronal e continuam em greve

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As trabalhadoras da Blue Tech e 3C, em Caçapava, e Sun Tech, em São José dos Campos, fornecedoras da LG, rejeitaram nesta quarta-feira (7) a proposta apresentada pelas empresas para que colocassem fim à greve. Nas três fábricas, as trabalhadoras decidiram seguir na luta em defesa dos empregos. Também foi decidido que o Sindicato vai buscar uma reunião oficial com a LG para discutir a situação.

Em comunicado enviado ontem ao Sindicato, as empresas disseram que as fábricas permanecerão em funcionamento até maio. Até lá, a Blue Tech, Sun Tech e 3C terão de manter a produção de celulares para a LG. Depois disso, as trabalhadoras seriam demitidas.

Para que a greve termine e os celulares sejam produzidos, as empresas apresentaram como proposta a garantia de pagamento das verbas rescisórias e estabilidade no emprego até o fechamento das fábricas. A LG também procuraria o Sindicato para discutir a situação das funcionárias das fornecedoras.

As trabalhadoras da Blue Tech e da 3C realizaram uma passeata no centro de Caçapava, nesta quarta-feira. Na manifestação, que seguiu até a Praça da Bandeira, o Sindicato cobrou iniciativas dos governos federal, estadual e municipais para que sejam assegurados os empregos e direitos das trabalhadoras. Cerca de 150 pessoas participaram do protesto.

Antes do ato nas ruas do centro, o Sindicato organizou uma carreata na Rodovia João Amaral Gurgel, chamando a atenção para a situação dramática das trabalhadoras que estão prestes a perder seus empregos.

Chamado à luta unificada

Além de encerrar a produção de celulares, a LG vai transferir para Manaus (AM) a linha de monitores e notebooks. Com isso, a fábrica de Taubaté será fechada e levará à demissão de 700 trabalhadores na cidade.

O Sindicato de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, defende a luta unificada entre as trabalhadoras da LG e das fornecedoras como única saída para impedir o fechamento das quatro fábricas na região.

“O Sindicato de Taubaté erra ao não organizar os trabalhadores para lutarem em defesa dos empregos. São mais de 1.100 pais e mães de família que perderão seu sustento neste momento de pandemia. Os sindicatos têm o papel de mobilizar os trabalhadores e organizar a luta para que o governo estatize as fábricas e preserve os empregos”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves.

Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá

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